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Socorristas brasileiros salvam idosa em crise de hipoglicemia durante voo para missão humanitária na Venezuela

Voluntários Victor Guerra e Rafael Valadão antes de embarcarem em voo para a Venezuela Arquivo pessoal A caminho de uma missão humanitária na Venezuela, doi...

Socorristas brasileiros salvam idosa em crise de hipoglicemia durante voo para missão humanitária na Venezuela
Socorristas brasileiros salvam idosa em crise de hipoglicemia durante voo para missão humanitária na Venezuela (Foto: Reprodução)

Voluntários Victor Guerra e Rafael Valadão antes de embarcarem em voo para a Venezuela Arquivo pessoal A caminho de uma missão humanitária na Venezuela, dois socorristas brasileiros, moradores de São José do Rio Preto (SP), precisaram atuar em uma situação de emergência durante o voo. Antes de chegarem ao destino e auxiliarem os moradores do país atingido por terremotos, Rafael Valadão, de 35 anos, e Victor Guerra, de 28 anos, salvaram uma passageira, de 67 anos, que sofreu uma grave crise de hipoglicemia enquanto a aeronave fazia o deslocamento internacional. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A emergência começou quando a equipe de bordo acionou os passageiros em busca de socorro profissional no dia 17 de julho. A idosa, que seguia viagem rumo aos Estados Unidos para visitar o filho, começou a apresentar os primeiros sinais de mal-estar. Ao ouvirem o anúncio na cabine do avião, Rafael e Victor não tiveram dúvidas de que deveriam colocar em prática a decisão de ajudar o próximo. "Antes de embarcar, ela [a passageira] recebeu a notícia de que o filho tinha caído em um golpe nos Estados Unidos. Ela ficou muito nervosa e não conseguiu se alimentar. Quando chegamos até ela, constatamos o rebaixamento do nível de consciência e iniciamos de pronto o protocolo de atendimento clínico, identificando o quadro de hipoglicemia", relatou Rafael ao g1. Após o atendimento inicial desempenhado pelos socorristas, o estado de saúde da idosa foi continuamente monitorado, até que o avião fez uma conexão na Cidade do Panamá. Uma equipe médica aguardava a chegada da passageira no Aeroporto Internacional Tocumen. Aeroporto Internacional de Tocumen Reprodução "Se ela [idosa] não tivesse pedido ajuda aos comissários, poderia ter sofrido complicações gravíssimas até a chegada ao Panamá, já que o voo dura aproximadamente seis horas", completou o socorrista. LEIA MAIS: LUTA PELA VIDA: Menino de 3 anos luta contra avanço da escoliose após nascer com 670 gramas GOLPES: Falso advogado, funcionário de banco, PIX e clonagem de cartão: golpes virtuais crescem no noroeste de SP MUSEU CATAVENTO: 1º polo do Museu Catavento fora da capital é inaugurado em Olímpia Missão na Venezuela Depois da situação inesperada durante o voo, Victor e Rafael desembarcaram em La Guayra. Em terra firme, a dupla passou a integrar as equipes de voluntários que trabalham incansavelmente para resgatar e socorrer as vítimas do desastre ocorrido em 24 de junho na costa norte da Venezuela. A viagem dos profissionais foi viabilizada pela Junta de Missões Mundiais, organização missionária da Convenção Batista Brasileira, que atua em 97 países. Voluntário rio-pretense participa de missão na Venezuela Atualmente, Rafael, Victor e equipe se deslocaram para Caracas, capital do país, onde continuam os salvamentos. À reportagem, Valadão contou que a rotina no campo de apoio tem sido exaustiva, mas gratificante. Assista ao vídeo acima. "Além de atender a população diretamente afetada pelos tremores, as equipes de saúde estão prestando assistência a comunidades que vivem em extrema precariedade. Estamos atendendo, em média, 100 pessoas por dia em jornadas de cinco horas de campo", destacou. Rafael Valadão, gerente de bombeiros e emergência do Grupo SIEP-Brasil é voluntário na Venezuela Arquivo pessoal A tragédia na Venezuela foi causada por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que ocorreram em um intervalo de menos de um minuto. Segundo dados informados pelo governo local, o desastre deixou mais de cinco mil mortos, 16 mil feridos e cerca de 17,9 mil moradores desabrigados. Prédio em escombros em La Guayara na Venezuela Arquivo pessoal Voluntários de São José doRio Preto registra estragos causados por terremotos na Venezuela Atuação em tragédias históricas Esta não é a primeira vez que os rio-pretenses atuam na linha de frente em grandes tragédias. Victor e Rafael já participaram de outros resgates históricos no Brasil. Entre eles está a catástrofe climática na Região Serrana do Rio de Janeiro em 2011, o rompimento da barragem da Samarco em Mariana no ano de 2015, além da maior enchente no Rio Grande do Sul em 2024. Veja mais detalhes abaixo. Para Rafael, o trabalho voluntário em meio a cenários de dor também traz constante aperfeiçoamento técnico, além de lições de vida. "O 'ser voluntário', principalmente nas nossas áreas de atuação, gera mais conhecimento para que possamos desenvolver técnicas científicas aplicadas aos campos de emergência e resgate", concluiu. Atualmente, Rafael é gerente de bombeiros civis e emergência do Grupo SIEP-Brasil, e Victor atua como especialista em resgate no interior de São Paulo. Teresópolis 2011 A tragédia de 2011 na Região Serrana do Rio é considerada a maior catástrofe climática do Brasil; De acordo com os dados oficiais do Governo do Estado, a tempestade matou 918 pessoas, deixou 30 mil desalojados; Segundo o Ministério Público Estadual, ao menos 99 vítimas seguem desaparecidas. Segundo Corpo de Bombeiros do município, uma jovem de 14 anos morreu em decorrência do temporal Isaac Duarte/VC no G1 Mariana 2015 Em 5 de novembro de 2015, o derramamento imediato de aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração destruiu comunidades e modos de sobrevivência; A lama contaminou o Rio Doce e afluentes e chegou ao Oceano Atlântico no Espírito Santo; Ao todo, 49 municípios foram atingidos, direta ou indiretamente, e 19 pessoas morreram. Rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015 TV Globo/Arquivo Rio Grande do Sul 2024 A tragédia deixou 185 mortos e 23 pessoas ainda desaparecidas; A cheia de 2024 foi a maior registrada no Rio Grande do Sul e uma das mais severas em mais de um século; Dois anos depois, aproximadamente 500 famílias ainda vivem em moradias temporárias, aguardando uma solução definitiva. Temporal tira de casa centenas de pessoas no Rio Grande do Sul Reprodução/TV Globo * Colaborou sob supervisão de Henrique Souza Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM